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O PaperLoveBaby nasceu há um mês. Um mês. Passou, como diz o clichê, a correr. Mas, de clichê, este mês só tem mesmo isso. Tudo o resto é único, irrepetível, só nosso.

Os primeiros dias foram fáceis, suaves. As primeiras noites foram difíceis, duras. As palavras dos amigos e de todos, no fundo, que nos aconselhavam horas de sono antes do nascimento ecoaram em nós. No entanto, era o desconhecimento, a aflição de o ver aflito, o medo de não estar a fazer o que era suposto, que nos atordoava. Depois, fomos entendendo, fomos aprendendo a dançar com ele*. Agora, vamos acertando os passos, deixando que ele nos conduza, que nos ensine a interpretar os seus sinais, a compreendê-lo. Estamos a conhecermo-nos e é tão bom.

Quando engravidei, decidi desde logo que os primeiros meses seriam de dedicação total ao bebé, porque ele é a prioridade que define todas as outras prioridades, porque se ficamos em casa é, de facto, para cuidar do bebé e para nos apaixonarmos por ele a cada dia que passa. Ainda bem que foi essa a minha decisão, porque sei hoje que seria sempre assim, mesmo que eu não o tivesse decidido.

O PaperLoveBaby transforma-nos desde que nasceu, faz de nós pessoas mais pacientes, mais tranquilas, mais conscientes. Faz de nós, sobretudo, pessoas mais descomplicadas e mais felizes.

Hoje, quisemos celebrar o seu primeiro mês com um passeio, porém a chuva trocou-nos as voltas. Ficámos em casa e dormimos uma sesta a três sonos. Quisemos tirar fotografias e tivemos de o vestir com a roupa possível, porque bolçou no babygrow escolhido, porque os poucos que lhe servem, depois do pulo repentino, estão a lavar. Tudo bem, senti-lo dormir junto a mim é o melhor do meus dias, não ter roupa que lhe sirva é sinal de que cresceu e estarmos juntos é o que interessa.

Um mês, faz hoje um mês que estamos a reaprender o que é a vida. E se o momento em que o ouvi chorar pela primeira vez foi avassalador, se tê-lo no meu peito pela primeira vez e saber que ele me reconheceu imediatamente foi indescritível, o amor que sinto hoje é quase impossível.

Parabéns a ti, PaperLoveBaby, parabéns a nós que há um mês somos uma nova família.

(Fotografia tirada pelo pai).

* Os Bebés Também Querem Dormir, Constança Cordeiro Ferreira.

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